domingo, 12 de dezembro de 2010

Olhos Invisíveis

Este desenho começa
com lápis e tinta na folha
riscos que passam rápido
e caem aqui como gota.


Visto outro céu
 sem travas,
um espaço
que chove canções
 ainda não decifradas.

Depois de polir
a pedra bruta
entre um eco
 e um afeto.

Em túneis
 de labirintos e círculos,
com olhos invisíveis
 dentro da pele,
o lugar mais profundo
 do oceano
qual mapa igual
 não existe.

Mas desperta
 a nascente,
do rio
dentro da gente
de esquinas
 em infinitos
dos trilhos,
sem aviso
na estação.
Da janela do trem
avista-se o abismo
mas existem caminhos

esses sentidos
que sutilmente dançam.

8 comentários:

Suzana Martins disse...

Os sonhos aos poucos vai se esvaindo com a fumaça do trem que vai indo embora, mas do outro lado, do lado de fora da janela há um mundo a espera...

Beijos querida Simone!!!^^

Letícia Losekann Coelho disse...

Algumas vezes as palavras somem... Só poso dizer que amei tua poesia, Simone!
Beijos

Vanilla disse...

Texto profundo!

Carla Ceres disse...

Esse texto pede releituras em vários estados de espírito. Voltarei para revê-lo e melhor revelá-lo. Gostei muito. Beijos!

Poeta Da Colina disse...

e a folha branca ganhou ritmo, a poesia virou dança.

João Bosco Maia disse...

Vagando nessas tantas ruas virtuais, encontrei tua porta de amante das Letras aberta - e entrei. Devo anunciar-me como um desses que diz "Oi, de casa! Trago aqui em minhas mãos a chave para dias melhores: escrevo e vendo livros!". Assim, venho te convidar para visitar o meu blog e conhecer as sinopses de meus romances, a forma de adquiri-los e, posteriormente, discuti-los. Três deles estão disponíveis inclusive para serem baixados “de grátis”, em formato PDF.
Um grande abraço literário,

João Bosco Mai

Maria Oliveira disse...

Continuas "viajando" e atraindo viajantes...Hora viajas, em outra hora fazes viajar. Chegaste além do sonho... deves estar exausta, mas, pelo lido, nada te exaure. Feliz Ano Novo.

glória disse...

Simone escreve como quem dança, como quem voa. A sensação que tenho quando a leio é que navego naqueles barcos imersos em brumas de poesia e silêncio. Tudo tão belo quanto a poeta que sobe em árvores e compartilha os frutos da inspiração. lindo!